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A Paróquia de Nossa Senhora do Carmo de Cambuí foi fundada em 1850, o que marcou também a emancipação do município. Com a chegada dos Carmelitas em 1911 fr. Marcelino assume a Paróquia.

Fr. Marcelino de Santa Teresa (Henrique Dorelli) nasceu em Roma no dia 25 de agosto de 1864. Professou na Ordem no dia 28 de agosto de 1883 e no dia 21 de setembro de 1889 foi ordenado sacerdote. Depois de ordenado foi professor de filosofia no Colégio da Província Romana de Caprarola e em 1900 (24 de novembro) foi nomeado pela Sagrada Congregação de Propaganda da Fé como Missionário Apostólico. Em 1911 se une aos primeiros missionários que vêem ao Brasil e assume, logo na sua chegada, a Paróquia de Cambuí.

Fr. Marcelino empenha todo o seu zelo pelas almas aos seus cuidados nos três anos que ficou à frente da Paróquia, sem deixar de participar dos atos de sua nova comunidade, fixada em Córrego. A distância entre a cidade de Cambuí e o distrito de Córrego é pequena, uns 15 quilômetros e o frade vive entre as duas cidades e o grande campo missionário em torno de Cambuí, formado por pequenas capelas privadas nas muitas fazendas e pequenos povoados espalhados pela região montanhosa....

A Matriz de Nossa Senhora do Carmo
No ano seguinte ao início de seu pastoreio, Fr. Marcelino dá início à reforma da Matriz de Nossa Senhora do Carmo, no dia 8 de setembro de 1912. A igreja construída pelo Capitão Soares, um dos fundadores da cidade, apresenta em uma das suas imagens mais antigas as seguintes características: frontispício simples, com uma portada com verga reta sobreposta por cinco janelas, encimada por um frontão triangular marcado por quatro pináculos na sua base e uma pequena escultura em forma de uma ave no vértice. Do lado direito da igreja havia uma pequena torre sineira, mais baixa que o frontispício, com sua parte superior vazada e coberta por um telhado em forma piramidal. Na frente, na sua parte mediana, foi instalada uma cruz de madeira e no seu lado direito foi construído um coreto em forma octogonal, com estrutura também de madeira.

Fr. Marcelino inicia a reforma da antiga igreja que os párocos posteriores terminam antes de 1920, dando lugar a uma outra em estilo neogótico. Essa igreja tinha no primeiro pavimento dois nichos laterais em arco e uma pequena escada que dava acesso a uma porta central em arco pleno, sobreposto por um outro arco ogival. O segundo pavimento era composto de dois pares de vitrais laterais em arcos encimados por arcos ogivais, tendo no seu centro uma porta de madeira, também em arco com balaustrada. Na fachada principal da igreja existia uma torre central de base quadrangular, com uma janela em arco na sua fachada principal. O coroamento da torre era em forma de pirâmide, assentada sobre a terminação triangular das suas fachadas. Na frente da igreja foi implantada uma escultura representando o Cristo sobre uma base em forma de paralelepípedo, com o globo terrestre em uma das mãos. A reforma da igreja foi acompanhada de obras de urbanização da praça.

Despedida de Fr. Marcelino
Em 1913 Fr. Marcelino contrai a malária e é obrigado a retornar a Roma. Habita no convento de Santa Maria della Scala onde trabalha na investigação histórica da Província Romana. Em 20 de fevereiro de 1946 falece na cidade eterna. Seu substituto na Paróquia de Cambuí foi fr. Mauro de São José, que assumiu a Paróquia de 1913 a 1914.


Uma terceira Paróquia
No final do mês de maio de 1911, portanto no mês seguinte á chegada dos frades na região de Cambuí, D. Assis pede que os frades assumam também a Paróquia de Jaguari. Fr. Mauro de São José foi indicado para assumí-la e chega a receber a provisão do Sr. Bispo. Mas o Pároco local, Cônego Saturnino de Paula Conceição, não aceita a nomeação nem sua transferência, e D. Assis então pede que Fr. Mauro assuma uma outra Paróquia: a de Capivari do Paraíso e Bom Retiro, que distava 18 quilômetros de Córrego. Frei Mauro assume a cura da comunidade e vai para lá duas vezes por mês para celebrar as Missas e administrar outros sacramentos. A situação em Capivari ficará assim pelos próximos anos, com a impossibilidade do Pároco de fixar residência por lá. No dia 10 de setembro de 1914 Frei Nicolau, frade que virá para a região na segunda leva de missionários que chega em 1912, assume a Paróquia no lugar de Fr. Mauro. Até 1916 ele partilha o trabalho pastoral naquela região com fr. Félix, fr. Anselmo e Fr. Jerônimo. A situação, porém, vai ficando difícil, porque os frades começam a deparar-se com outros pedidos e fundações. Com todo o esforço dos frades a Paróquia de Capivari continua com uma assistência pequena e esporádica. Com a posse do novo bispo de Pouso alegre, D. Otávio Chagas de Miranda, no dia 29 de junho de 1916, o povo de Capivari lhe apresenta, em sua primeira visita pastoral à Paróquia no dia 19 de outubro, o pedido para um Pároco que seja residente. Na impossibilidade dos frades de poderem fundar ali um outro convento, D. Otávio indica um outro pároco para aquela comunidade e os frades, oficialmente, deixam os cuidados pastorais da Paróquia. No dia 20 de dezembro o Padre Lauro de Castro tomará posse em Capivari.